Trechos da BR-116 e da RS-239 atravessam uma topografia ondulada sobre solos lateríticos e aluvionares típicos do Vale do Rio dos Sinos. Em Novo Hamburgo, a umidade retida nos horizontes argilosos após chuvas intensas de inverno reduz a capacidade de suporte em semanas — e aí o ensaio CBR deixa de ser um requisito contratual para se tornar uma ferramenta de proteção do investimento. Nosso laboratório executa a moldagem com a energia do Proctor Intermediário ou Modificado, dependendo da camada, e controla a expansão em imersão por 96 horas conforme a DNER-ME 049/94. A partir do CBR de projeto definimos espessuras de base e sub-base para tráfego leve, médio ou pesado, sempre alinhado ao método do DNER. Quando o subleito natural apresenta expansão acima de 2 %, a solução passa por substituição ou estabilização química — e essa decisão nasce dentro dos primeiros cinco corpos de prova. Em paralelo, a sondagem SPT nos primeiros metros orienta a profundidade da camada de reforço antes mesmo da coleta dos cilindros CBR.
Um CBR de 3 % no subleito de Novo Hamburgo exige reforço de 40 cm para viabilizar o pavimento — ignorar esse dado custa a reconstrução em dois anos.
Abordagem e escopo
Fatores do terreno local
Prensa de CBR com capacidade de 50 kN, anel dinamométrico aferido e extensômetro com resolução de 0,01 mm — o conjunto parece robusto, mas a falha começa antes do equipamento: na secagem da amostra em estufa sem controle de temperatura ou na compactação fora da curva de Proctor definida para aquele solo. Em Novo Hamburgo, onde o teor de umidade natural oscila entre 22 % e 28 % nos meses de maio a setembro, a moldagem com desvio de 1 % na umidade derruba o CBR em até 40 %. O segundo ponto crítico é a leitura da expansão: se o técnico não zerar o deflectômetro após a montagem do tripé, a medição acumula erro sistemático que falsifica a estabilidade volumétrica. Nosso protocolo inclui dupla verificação da massa específica seca com controle estatístico de três corpos de prova por ponto de amostragem, seguindo os critérios de aceitação da NBR 9895:2016. A imersão é feita em tanque com nível constante e temperatura monitorada — detalhe que elimina o inchamento diferencial entre os cilindros e garante reprodutibilidade nos resultados.
Marco normativo
DNER-ME 049/94: Solos – determinação do Índice de Suporte Califórnia utilizando corpos de prova moldados em laboratório, ABNT NBR 9895:2016: Solo – Índice de Suporte Califórnia (ISC) – Método de ensaio, DNIT 172/2016: Solos – Determinação do Índice de Suporte Califórnia com energia de compactação normal, intermediária ou modificada
Outros serviços relacionados
CBR de laboratório com controle de expansão
Moldagem na energia especificada em projeto, imersão de 96 horas com leituras a cada 24 horas e ruptura com aquisição de dados pressão-penetração. Relatório técnico com curva CBR, massa específica seca, umidade ótima e expansão.
Dimensionamento de pavimento pelo método DNER
A partir do CBR de projeto e do número N de operações do eixo-padrão, calculamos espessuras de revestimento, base, sub-base e reforço do subleito conforme o ábaco do DNER. Inclui verificação de tensões admissíveis na interface solo-agregado.
Controle de compactação em campo com coleta de amostras indeformadas
Extraímos blocos de solo do subleito e camadas granulares em obra para moldagem de corpos de prova no laboratório de Novo Hamburgo. O resultado valida a energia aplicada pelo rolo compactador antes da liberação da camada seguinte.
Parâmetros típicos
Perguntas comuns
Qual a diferença entre CBR de laboratório e CBR in situ em Novo Hamburgo?
O CBR de laboratório segue a DNER-ME 049/94 com moldagem na energia Proctor definida para a camada, enquanto o CBR in situ (DNER-ME 061/94) mede o índice diretamente no subleito compactado com penetrômetro dinâmico. Nas argilas siltosas de Novo Hamburgo a correlação entre os dois métodos apresenta dispersão de 15 % a 20 %, por isso recomendamos o ensaio de laboratório para projeto e o in situ apenas para controle de liberação de pista.
Quanto custa um ensaio CBR para projeto viário na região?
O valor do ensaio CBR completo (três corpos de prova com caracterização, compactação e expansão) situa-se entre R$370 e R$690, dependendo do número de pontos de amostragem e da energia de compactação solicitada. Para um estudo de subleito típico em Novo Hamburgo com cinco furos, o investimento total com caracterização granulométrica inclusa fica na faixa de R$1.850 a R$3.450.
Qual o CBR mínimo exigido para subleito em vias urbanas de Novo Hamburgo?
A prefeitura de Novo Hamburgo adota os critérios do DNER, que estabelece CBR ≥ 2 % para subleito de tráfego leve e ≥ 5 % para tráfego médio. Em vias arteriais como a Avenida Pedro Adams Filho, o termo de referência costuma exigir CBR ≥ 6 % no subleito e expansão ≤ 2 %, com substituição do material quando esses limites não são atingidos.
Em quanto tempo entregamos o relatório de CBR após a coleta?
O prazo padrão é de sete dias úteis a partir da moldagem, pois a imersão consome 96 horas (quatro dias) e os três dias restantes são dedicados à ruptura, análise dos dados e emissão do relatório assinado pelo engenheiro responsável. Para obras com cronograma crítico, oferecemos relatório parcial com os dados de compactação e expansão em 48 horas.
O ensaio CBR sofre influência do clima de Novo Hamburgo?
Sim, e de forma significativa. O clima subtropical úmido da região, com precipitação média anual de 1.400 mm, mantém o teor de umidade do subleito elevado durante o inverno. Por isso executamos a imersão por 96 horas como simulação da condição mais desfavorável — e em projetos críticos estendemos para 120 horas quando o lençol freático está a menos de 1,5 metro de profundidade, cenário comum nos bairros próximos à várzea do Rio dos Sinos. Mais info.
